Histórico da Eucaliptocultura

 
   
De acordo com Navarro de Andrade - (Pai da Eucaliptocultura), foi no Chile que os eucaliptos possivelmente primeiro chegaram à América do Sul, em 1823, por mudas lá deixadas por um veleiro inglês. Segundo registros de Navarro de Andrade de 1939, no Brasil os eucaliptos ingressaram pela primeira entre 1.855 e 1.868, não precisando ele se teria sido no Rio Grande do Sul ou no Rio de Janeiro.
   
As primeiras espécies aqui plantadas teriam sido E.globulus e/ou E.gigantea. No início, as árvores eram plantadas com fins decorativos, como quebra-ventos e pelo óleo essencial. Entretanto, em outros países, elas já se destacavam como produtoras de madeira, devido a seu rápido crescimento e rusticidade. Isso levou Navarro de Andrade a considerá-las como potencial recurso madeireiro para a Cia Paulista de Estradas de Ferro, pela qual fora contratado para desenvolver tal pesquisa; que necessitava de lenha, dormentes, postes e moirões.
   
As plantações econômicas começaram no Horto Florestal de Jundiaí, em SP naquele horto, em 30.12.1904, iniciaram seus primeiros estudos comparando o crescimento de espécies nativas e exóticas, quando plantadas em florestas homogêneas. Naquele ensaio, os eucaliptos se destacaram tanto, que ele não teve dúvidas em recomendar a aquisição de um horto maior em Rio Claro, para intensificar a cultura dos eucaliptos. Em 1910, Navarro planta em Rio Claro, sua primeira grande coleção e em 1919 já possuía cerca de 123 espécies do gênero lá plantadas. Outras introduções de espécies ocorreram mais tarde.
   
A empresa ferroviária comprou mais hortos florestais e a meta era tornar o combustível acessível às locomotivas, onde fosse requerido ao longo das linhas ferroviárias. Por volta de 1930, já se notava que a paisagem agrícola se modificara, e os eucaliptos eram facilmente notados. Há estimativas de que em 1941, ano da morte de Edmundo, que tínhamos cerca de 24 milhões de árvores plantadas pela Cia. Paulista no estado de São Paulo.
   
Já em 1960, esse número era de 46,5 milhões sendo que as primeiras espécies bem sucedidas foram: E.saligna, E.botryoides, E.viminalis, E.tereticornis, E.robusta, E.alba, E.grandis, E.paniculata, Corymbia citriodora, Corymbia maculata, E.camaldulensis, E.pilularis, E.propinqua, E.microcoris, E.triantha, E.punctata, dentre outras. Já naquela época se falava em hibridação. Recomendava-se também o plantio do híbrido "paulistana", que era um híbrido natural de E.globulus e E.robusta.
   
Já de início se perceberam que espécies diferentes forneciam madeiras para fins distintos como: lenha, carvão vegetal, postes, dormentes, vigas, celulose, papel, óleos essenciais, etc. Também se identificavam suas sensibilidades e tolerâncias ao clima, solo, déficit hídrico, etc. Estavam definitivamente lançadas as bases de nossa silvicultura competitiva e vitoriosa.
 
 
 
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