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Histórico da Eucaliptocultura

Histórico da Eucaliptocultura

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O sucesso do crescimento da eucaliptocultura foi impulsionado pelo uso como biomassa combustível (lenha e carvão) e depois pela fabricação de celulose e papel. Relata-se que a primeira empresa a fabricar e usar celulose e papel de eucalipto foi a Gordinho, Braune & Cia, em Jundiaí, com 10 toneladas diárias de produção, isso por volta de 1927. O papel continha 75% de fibras de eucalipto e o restante era de Araucaria angustifolia. Rapidamente, outras fábricas passaram a utilizá-lo: Matarazzo, Cícero Prado, Melhoramentos, Suzano, Simão. Nos 1960's, instala-se em Mogi Guaçu, a fábrica com mais de 100 toneladas diárias de produção, da Champion Papel e Celulose, um assombro para a época. Estávamos definitivamente no caminho do crescimento.
   
Desde 1957 a Suzano desfruta a honra de ser pioneira na fabricação de papel branco com 100% de fibras de eucalipto. O Brasil passa então, no final dos anos 50's, a conquistar suas copas, quer no futebol, como na indústria de celulose de eucalipto.
   
Durante as primeiras décadas, seus usos eram mais restritos e as tecnologias silviculturais menos desenvolvidas. Silvicultura era uma ciência não tão avançada nas faculdades de engenharia agronômica. Praticamente, não existiam programas de pesquisa sobre a silvicultura e para a tecnologia dos produtos obtidos dos eucaliptos. início se perceberam que espécies diferentes forneciam madeiras para fins distintos como: lenha, carvão vegetal, postes, dormentes, vigas, celulose, papel, óleos essenciais, etc. Também se identificavam suas sensibilidades e tolerâncias ao clima, solo, déficit hídrico, etc. Estavam definitivamente lançadas as bases de nossa silvicultura competitiva e vitoriosa.
   

Apesar do enorme esforço feito pelos pioneiros, os ritmos de crescimento das florestas plantadas eram bons, mas longe dos atuais.

   
Em 1966, o governo federal brasileiro decidiu promover as plantações de florestas no país. Para isso, abdicou de parte do imposto de renda de cidadãos e empresas e instalou o Programa de Incentivos Fiscais ao Reflorestamento (PIFR). Esse programa existiu até 1987, sendo que mais de 3,5 milhões de hectares foram relatados como tendo sido alcançados. A intensificação das plantações favoreceu a pesquisa, o ensino, a inovação e o desenvolvimento.
   
Nessa época as plantações florestais não alcançavam mais de 20 m³/ha/ano; ao longo dos anos, desenvolveram-se as técnicas da hibridação e da clonagem dos indivíduos que mostravam alta produtividade e resistência à doenças. A clonagem do híbrido Eucalyptus urograndis foi o grande impulsionador do ritmo de crescimento florestal, bem como da qualidade mais homogênea das florestas plantadas. Inicialmente tímida nos anos 80’s, a clonagem deslanchou nos anos 90’s.
 
 
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