O
setor florestal é a base da cadeia produtiva
de móveis, celulose, madeira serrada, lenha
e de vários outros produtos industriais
como o ferro gusa, o ferro ligas, o aço,
que utilizam carvão vegetal em seu processo
de produção. A madeira – em
suas diversas formas de utilização
– não é a única, mas
é a principal matéria-prima dos
segmentos estudados, todos eles estratégicos,
para a geração de renda, empregos
e divisas.
Recentemente houve um acentuado incremento na
produção do setor decorrente do
aumento das demandas interna e, especialmente,
da externa. Mercados tradicionais foram ampliados
e consolidados e novos parceiros estão
sendo atendidos. O volume de produção,
em alguns segmentos, aproximou-se perigosamente
do limite de sua capacidade. Em resposta às
crescentes demandas por produtos, em especial
do setor siderúrgico e de celulose, as
empresas iniciaram um novo ciclo de investimentos,
ampliando e modernizando o parque fabril.
De outro lado, já é sentida a falta
de madeira oriunda dos plantios florestais para
atender a demanda atual e futura dos segmentos
consumidores deste insumo estratégico.
É crescente a pressão sobre as florestas
nativas. Esta situação é
decorrente da ausência, por longos anos,
de políticas públicas definidas
para o setor e não apenas por questões
ambientais e tecnológicas, em que muitos
acreditam. A combinação favorável
do clima, solo, disponibilidade de terras apropriadas,
aliada ao melhoramento genético das espécies
plantadas, principalmente eucalipto, resultou
em aumentos consideráveis de rendimento
e produção. Isto, no entanto, não
foi suficiente para reverter a perspectiva de
falta de madeira, popularmente chamada de “apagão
florestal”.
Este cenário de escassez de matéria-prima
tem levado algumas empresas a adiarem os investimentos
previstos. Havia uma previsão inicial de
ampliação do parque fabril de aço
e celulose, com investimento da ordem de US$ 15
bilhões para os próximos sete anos,
que esta sendo adiado. A principal causa é
a falta de madeira e seus derivados. Algumas indústrias,
com a necessidade de cumprir contratos e manter
mercados, duramente conquistados, estão
efetuando pesquisas para aquisição
de madeira no exterior.
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